O ProCTEM+ permite que 33 professores dos PALOP-TL, Brasil e Portugal da área das CTEM (ciências, tecnologias, engenharias e matemática) façam mobilidade durante uma semana. Brevemente estarão aqui os seus testemunhos.
Hélder Mangango Eugénio Eduardo
Docente da Universidade Lueji A’Nkonde de Angola, da área de Engenharia Informática, fez mobilidade na Universidade de Évora, em Portugal.
A experiência de mobilidade no âmbito da Associação das Universidades de Língua Portuguesa na Universidade de Évora revelou-se extremamente enriquecedora, contribuindo significativamente para o meu desenvolvimento profissional e científico.
Reitero a importância da continuidade deste tipo de programas, enquanto instrumentos estratégicos de internacionalização e de promoção da qualidade do ensino superior na Universidade Lueji A’Nkonde. A experiência vivenciada confirma que a cooperação académica no espaço lusófono constitui um caminho sólido para o desenvolvimento científico, pedagógico e institucional.
Emilio Lèbre La Rovere
Docente da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil, na área de Engenharia do Ambiente, fez mobilidade no Instituto Politécnico de Viseu, Portugal.
O intercâmbio acadêmico com seus professores e alunos, nas reuniões e aulas realizadas, permitiu o conhecimento da realidade do ensino e pesquisa na região, na área ambiental e das alterações climáticas.
Minha participação como orador convidado (Keynote Speaker) no 4.º Workshop “Rumo à Investigação nas Escolas – Ambiente, Ciência e Saúde” (RAINE), onde apresentei a comunicação intitulada “Riscos e Oportunidades Empresariais das Alterações Climáticas”, permitiu também a interação com os estudantes de escolas secundárias da região.
A análise comparativa com a realidade de um país em desenvolvimento de grandes dimensões como o Brasil e da Universidade Federal do Rio de Janeiro, situada numa grande metrópole e com projeção nacional e internacional, forneceu elementos para uma reflexão interessante. Numa sociedade que já construiu um arcabouço político-institucional e legislativo na área ambiental, numa região com prevalência de pequenas e médias empresas, observa-se agora uma redução no interesse dos alunos pelo Master em Ambiente da ESTGV, levando à sua suspensão. Assim, seu Departamento de Ambiente passou a buscar uma integração da dimensão ambiental nos demais cursos oferecidos pela ESTGV. Nesse contexto, a questão das alterações climáticas assume uma relevância ainda maior, por requerer também um enfoque interdisciplinar e representar a nova fronteira do desafio de transformação do sistema produtivo neste século. O tema da minha conferência no RAINE foi escolhido justamente para ilustrar as oportunidades de inserção no mercado de trabalho de profissionais com uma formação em tecnologias e gestão para o enfrentamento das alterações climáticas.
Arlindo Fortes
Docente de Engenharia Informática da Universidade de Cabo Verde, em mobilidade no Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa, Portugal
A minha mobilidade ao Instituto Superior Técnico, no âmbito do ProCTEM+, representou uma oportunidade determinante para aprofundar a minha investigação sobre políticas públicas, mudanças climáticas e sistemas sustentáveis de gestão de recursos hídricos.
Durante este período, desenvolvi um intercâmbio científico com docentes e investigadores do centro de investigação IN+ centrado na análise dos impactos das alterações climáticas em contextos insulares e na necessidade de promover modelos de desenvolvimento mais resilientes e sustentáveis. As discussões metodológicas e teóricas permitiram reforçar o enquadramento analítico do meu trabalho de doutoramento, particularmente no que se refere à adaptação climática, segurança hídrica e sustentabilidade dos sistemas agrícolas.
A mobilidade contribuiu igualmente para consolidar redes académicas e explorar futuras colaborações institucionais em áreas estratégicas como a governança da água, planeamento territorial e transição ecológica.
Esta experiência reforçou a importância da cooperação internacional como instrumento fundamental para enfrentar desafios globais, como as mudanças climáticas, através da produção e partilha de conhecimento científico.
Artemisa Maria Mendes Moreno
Docente da Universidade de Cabo Verde, na área da Engenharia Informática, em mobilidade no ISCTE-IUL.
Venho por este meio expressar o meu sincero agradecimento pelo acolhimento, disponibilidade e atenção que me foram dispensados durante a minha estadia nessa instituição.
A forma como fui recebida, bem como o apoio prestado ao longo das atividades desenvolvidas, contribuíram significativamente para que esta experiência fosse não apenas produtiva do ponto de vista académico e científico, mas também extremamente enriquecedora a nível pessoal e profissional.
Levo comigo aprendizagens valiosas, novas perspetivas e a certeza de que este intercâmbio serviu para fortalecer os laços de cooperação entre as nossas instituições.
Reitero a minha gratidão e coloco-me à disposição para futuras colaborações.
Iaia Só
Docente de Engenharia Informática da Universidade Lusófona da Guiné, em mobilidade no Instituto Politécnico da Guarda, Portugal.
Fui muito bem recebido e tratado pelos professores da casa, especialmente o meu companheiro de trabalho José Carlos Miranda e trabalhámos de 23 a 27 de fevereiro juntos no Instituto Politécnico de Guarda onde nos períodos de manhã sempre era o Workshop com os estudantes de informática e no período da tarde trabalhámos sempre juntos na Investigação sobre o nosso artigo que temos como obrigação de terminar neste semestre. O material usado era aula teórica e prática de programação com os alunos. Consegui ganhar uma grande experiência com o professor José Carlos Miranda em uso de novas ferramentas de ensino na minha área de trabalho.
Mussa Juma Joaquim
Docente de Agronomia da Faculdade de Ciências Agronómicas da Universidade Católica de Moçambique em mobilidade no Instituto Politécnico de Viana do Castelo.
A mobilidade académica realizada no âmbito do Programa ProCTEM+ revelou-se uma experiência profundamente enriquecedora tanto do ponto de vista profissional como institucional. As visitas aos diversos laboratórios e infra-estruturas do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) permitiram a troca efectiva de conhecimentos e práticas nas áreas da Biotecnologia, Análise de Solos, Cultura de Tecidos e Produção Agrícola, contribuindo para o fortalecimento das competências científicas e pedagógicas.
A interacção com os docentes e investigadores do IPVC, particularmente com a Prof.a Ana Patrícia Guedes, foi fundamental para aprofundar o conhecimento em técnicas de micropropagação vegetal e regeneração in vitro, o que abre portas para a futura implementação de técnicas semelhantes na Universidade Católica de Moçambique.
A palestra ministrada aos mestrandos em Agronomia possibilitou a partilha de experiências de campo e metodologias científicas, promovendo o intercâmbio académico entre instituições e reforçando a importância da investigação científica rigorosa para o desenvolvimento agrícola sustentável.
Agradeço à AULP, ao IPVC e à Universidade Católica de Moçambique por todo o apoio prestado antes e durante esta mobilidade. Recomendo vivamente a continuidade e expansão deste tipo de programas, que reforçam laços académicos entre os países lusófonos e promovem o desenvolvimento do ensino superior nos seus diferentes contextos.
Ana Albertina Benjamim Saíde
Docente de Engenharia Informática da Universidade Católica de Moçambique, em mobilidade no Instituto Politécnico de Viana do Castelo, Portugal
Tenho a honra de testemunhar que a experiência da mobilidade que fiz no Instituto Politécnico de Viana do Castelo foi excelente. Começando pela calorosa recepção da Pandora e a equipa de trabalho que tive logo à chegada na sede da AULP, pelo apoio logístico e emocional que o escritório me proporcionou, não meço elogios e gratidão.
Na colaboração com o meu colega, Professor Jorge Ribeiro que passou a me presentar o IPVC e me proporcionou os encontros com a Direcção da Escola Superior de Tecnologia e Gestão, em particular o caloroso encontro com a Dra. Mafalda Laranjo Directora da ESTG, um momento especial e de extraordinária experiência.
Encontros emocionantes com colegas do curso de Turismo, abertura e calor pessoal da Professora Goretti Rebelo e Carlos Fernandes, que encontro construtivo que tivemos!!! Uma autêntica maravilha.
A especial visita aos Serviços Centrais onde funciona o Gabinete Internacional, o abraço caloroso da Dra. Elsa Coelho, a experiência maravilhosa no Departamento de Desenvolvimento de Software, com os alunos e com a professora Sara Paiva.
O encontro promissor de parceria que tive com a Directora da Escola Superior Agrária Isabel Valin, com CiTin e as experiências que lá tive foram muito positivas.
Encontros maravilhosos com os colegas docentes do curso engenharia informática, de gestão e de outros cursos da ESTG, as aulas e outros momentos fantásticos que vivenciei.
Todas foram experiências únicas, viva as iniciativas da AULP!!!
Dolescêncio Armando
Curso de Biologia/Zoologia da Universidade Zambeze, em mobilidade no Instituto Politécnico de Viseu, Portugal
A minha mobilidade académica no Instituto Politécnico de Viseu (IPV) foi uma experiência extremamente enriquecedora para o meu desenvolvimento profissional nas áreas de Biologia e Zootecnia. Tive oportunidade de conhecer metodologias pedagógicas e científicas atualizadas.
A interação com docentes e estudantes permitiu a troca de conhecimentos sobre sistemas de Produção animal, gestão sustentável de recursos naturais e aplicação de princípios biológicos em contextos produtivos. Destaco ainda o acesso a infra-estruturas laboratoriais e campos experimentais, que enriqueceram a minha compreensão de metodologias práticas no ensino e investigação em Zootecnia e Biologia.
Agradeço à Dra. Pandora Guimarães e toda a equipa, pela condução eficaz dos processos administrativos; ao Presidente do IPV, José Costa, que foi a primeira pessoa da instituição de acolhimento com quem tive contacto à minha chegada à sede da AULP. A sua atenção, apoio e orientação transmitiram-me segurança e confiança, facilitando o meu deslocamento e integração em Viseu, tornando o início da mobilidade uma experiência verdadeiramente acolhedora e motivadora. Reconheço ao Professor José Manuel Costa e à Dra. Isabel Dos Santos, pela receção calorosa acolhida no Instituto Politécnico de Viseu e pela demonstração de hospitalidade, culminando num jantar memorável de bacalhau e cogumelos, que me proporcionou uma imersão cultural única na gastronomia portuguesa.
Esta experiência fortaleceu as minhas competências técnicas e pedagógicas, incentivando a adoção de métodos mais práticos e interdisciplinares e reforçando o meu compromisso com a promoção de práticas de produção animal sustentáveis e ensino de qualidade.
Rui Albuquerque
Docente de Matemática da Universidade de Évora em mobilidade na Universidade Lueji A’Nkonde, Angola.
O Instituto Politécnico de Saurimo serve a formação em ciências exatas da cidade capital da Lunda Sul. A sede da Universidade Lueji A’Nkonde, da qual o IPS faz parte, encontra-se a 280 km, em Dundo, capital da Lunda Norte.
A bela cidade de Saurimo está repleta de jovens e estudantes interessados em progredir e contribuir para o desenvolvimento do país. A região é rica em minérios e, com a abertura recente de uma nova e importante mina, o seu cosmopolitismo e engrandecimento são inevitáveis. Importará pois a Angola estar atenta, e investir nos seus recursos humanos, dotá-los de mais conhecimento e maiores capacidades em C&T. A Direção do Instituto Politécnico de Saurimo está consciente disso, em integrar mais jovens e professores nas ciências exatas, desde logo nomeando uma Sra Professora como responsável para a área CTEM.
Fizemos bem em levar a Matemática a Saurimo, junto dos professores universitários do IPS, que hão-de melhor servir os seus estudantes munindo-os de conhecimentos essenciais no mundo moderno. Porém os instrumentos do Cálculo, da Álgebra e da Estatística são também fundamentais.
Foi com muita honra que durante uma semana lecionei, tão eficazmente quanto possível, os pontos principais de um curso de geometria euclidiana, contendo a trigonometria, bem como algum cálculo diferencial em uma e mais variáveis. Sem faltar a concretização em teoria e em exemplos, que estão na frente do ensino no IPS, das chamadas geometrias não-euclidianas.
Oxalá um dia possa voltar a ver os amigos que fiz em Saurimo.
José Manuel Costa e Maria Isabel Peixoto dos Santos
Docentes do Instituto Politécnico de Viseu na área da Agronomia, fizeram mobilidade na Universidade Zambeze, Moçambique.
A participação no Programa ProCTEM+ proporcionou-me a oportunidade de realizar uma mobilidade académica à Faculdade de Engenharia Agronómica e Florestal (FEAF) da Universidade Zambeze, em Mocuba, Moçambique. Esta experiência revelou-se extremamente enriquecedora, tanto do ponto de vista científico como humano, permitindo o contacto direto com uma realidade académica distinta e com os desafios específicos do desenvolvimento agropecuário em contexto africano.
Ao longo da semana foram promovidas várias reuniões de trabalho que possibilitaram uma reflexão conjunta sobre oportunidades de investigação aplicada, mobilidade académica e transferência de conhecimento técnico-científico entre as duas instituições. No âmbito das atividades de divulgação científica, foram realizadas várias palestras dirigidas a estudantes, docentes e investigadores, destacando-se:
– O Ensino e a Investigação na Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Viseu;
– A evolução do setor agropecuário em Portugal – o caso particular da Aquacultura;
– Sustentabilidade e inovação: desafios ambientais e tecnológicos aplicados à Aquacultura e aos recursos piscícolas.
– Produção familiar de cogumelos em Moçambique – uma oportunidade de desenvolvimento rural sustentável
Estas sessões permitiram partilhar experiências, metodologias e exemplos de boas práticas, promovendo o debate sobre os desafios atuais da produção aquícola sustentável e gestão racional dos recursos aquáticos, bem como sobre o potencial de produção familiar de cogumelos. O elevado interesse e participação dos estudantes e
docentes demonstraram a relevância destes temas para o contexto moçambicano e evidenciaram a importância da cooperação internacional na disseminação do conhecimento científico.
Um dos aspetos mais marcantes desta mobilidade foi a possibilidade de contactar com uma comunidade académica fortemente motivada para contribuir para o desenvolvimento do país através da educação e da inovação. A proximidade com os estudantes permitiu perceber a importância que atribuem à sua formação e o compromisso que demonstram em adquirir competências que possam gerar impacto positivo nas suas comunidades. Este espírito de dedicação e responsabilidade social foi, sem dúvida, uma das experiências mais inspiradoras da visita.
Paralelamente às atividades académicas, a FEAF proporcionou diversos momentos de integração cultural, permitindo conhecer melhor a realidade social de Mocuba, as tradições locais e a riqueza humana da região. A forma genuinamente acolhedora com que fui recebido por docentes, estudantes e colaboradores da instituição contribuiu para criar um ambiente de grande proximidade e cooperação, tornando esta experiência particularmente gratificante.
A mobilidade permitiu consolidar contactos institucionais e estabelecer bases para futuras colaborações em áreas relacionadas com a aquacultura, os recursos piscícolas e o desenvolvimento sustentável dos sistemas de produção alimentar, incluindo a produção caseira de cogumelos. Acredito que os laços criados durante esta missão poderão dar origem a projetos conjuntos com benefícios mútuos para ambas as instituições e para as comunidades que servem.
Esta mobilidade constituiu uma experiência de elevado valor científico, académico e humano. A realidade pedagógica e de investigação observada, associada à extraordinária riqueza cultural e à forma calorosa como fui acolhida por toda a comunidade universitária, tornaram esta missão particularmente enriquecedora e inesquecível. Gostaria de expressar o meu agradecimento pela oportunidade proporcionada, à AULP, ao Programa ProCTEM+ e à Faculdade de Engenharia Agronómica e Florestal da Universidade Zambeze, na pessoa do seu Diretor, Prof. Doutor Rafael Muchanga, bem como ao Prof. Dolencêncio Armando, pela forma dedicada, hospitaleira e incansável que demonstrou durante toda a minha estadia. Esta experiência demonstrou, uma vez mais, o valor da cooperação académica no espaço lusófono como instrumento de partilha de conhecimento, capacitação institucional e promoção do desenvolvimento sustentável.
Hélia Cardoso
Docente da Universidade de Évora, na área da Biologia, fez mobilidade na Universidade de Cabo Verde.
A mobilidade académica que realizei em Cabo Verde, no âmbito do projeto ProCTEM+, revelou-se uma experiência extremamente enriquecedora, quer a nível pessoal, quer profissional.
Esta mobilidade permitiu-me contactar com a realidade académica e científica da Universidade de Cabo Verde (UniCV). As aulas que lecionei e as reuniões científicas em que participei resultaram numa importante troca de experiências e conhecimentos, na partilha de metodologias de trabalho e na discussão de abordagens aplicadas à investigação e ao ensino. Esta interação entre docentes, investigadores e estudantes revelou-se muito interessante, permitindo identificar interesses comuns e possibilidades de colaboração futura, tanto ao nível pedagógico como científico, nomeadamente através da identificação de linhas de investigação e delineamento de estratégias pedagógicas envolvendo ambas as instituições.
Considero que esta experiência reforçou a importância da cooperação internacional no ensino superior e na investigação entre Portugal e os Países de Língua Portuguesa, contribuindo para a criação de sinergias nas vertentes pedagógica e científica. Foi, sem dúvida, uma experiência muito positiva, cuja oportunidade agradeço à Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP) e ao programa ProCTEM+.
Maria Isabel Valin Sanjiao
Docentes no Instituto Politécnico de Viana do Castelo, na área da Agronomia, fizeram mobilidade na Universidade Católica de Moçambique (Chimoio).
A mobilidade realizada no âmbito do programa Erasmus+ ProCTEM+ cumpriu integralmente os objetivos definidos, contribuindo para o reforço da cooperação entre o IPVC e a UCM. Para além do impacto imediato ao nível da troca de conhecimento científico e pedagógico, a missão permitiu estabelecer uma base sólida para futuras iniciativas conjuntas em ensino, investigação aplicada e transferência de conhecimento. A nossa estadia na Universidade Católica de Moçambique foi muito agradável. Fomos extremamente bem recebidos pela Diretora da Faculdade de Engenharia da Universidade Católica, partilhámos experiências e delineámos futuras colaborações, pelo que gostaríamos de reiterar o nosso agradecimento por todo o apoio e disponibilidade ao longo da nossa estadia
Verifica-se igualmente um potencial significativo para o desenvolvimento de projetos
colaborativos em áreas estratégicas como sistemas ciber-físicos, monitorização ambiental, sustentabilidade dos recursos naturais e digitalização de processos, consolidando assim uma rede de cooperação académica alargada entre instituições de Portugal e Moçambique. Foi ainda possível o estabelecimento de contactos institucionais adicionais com a Universidade do Zambeze e com o Parque Nacional da Gorongosa.
Renato Telo de Freitas Barbosa Pereira
Docente do ISCTE-IUL em Portugal, na área da Engenharia Informática, fez mobilidade na Universidade Óscar Ribas, Angola.
O Programa ProCTEM+ possibilitou-me visitar uma instituição de ensino superior angolana de extraordinária qualidade no domínio das tecnologias digitais e que de outra forma seria muito difícil de concretizar. O Iscte-IUL tem a ambição de contribuir de forma impactante para o empreendedorismo no espaço da lusofonia, mas tal só será possível através de parcerias estratégicas com instituições que partilhem a mesma visão sobre a importância das tecnologias digitais no desenvolvimento dos países de língua portuguesa.
Durante o processo de preparação da minha mobilidade, contei com o apoio permanente da AULP que me ajudou a ultrapassar todas as dificuldades encontradas na preparação do processo administrativo e logístico. O acolhimento na Universidade Óscar Ribas foi absolutamente insuperável, tendo sido mobilizados todos os recursos para que o exigente plano de trabalhos delineado fosse efetivamente concretizado.
ostaria de agradecer também ao Serviço de Relações Internacionais do Iscte-IUL, na pessoa da Doutora Alejandra Ortiz, todo o apoio que recebi para que esta mobilidade pudesse ser uma realidade. A todos, muito obrigado e até já!
Miguel Sales Dias
Docente no Iscte-IUL, na área da Engenharia Informática, fez mobilidade na Universidade de Cabo Verde, no Mindelo.
A mobilidade ProCTEM+ à UniCV – Universidade de Cabo Verde, no Polo do Mindelo, constituiu uma experiência muito enriquecedora e produtiva. Tive a oportunidade de dinamizar sessões sobre Inteligência Artificial para o Ensino e a Investigação, envolvendo estudantes, docentes, investigadores e colaboradores institucionais da Uni-CV em momentos de reflexão, criatividade, experimentação e trabalho colaborativo.
A sessão com os estudantes centrou-se na exploração prática com uma metodologia baseada em Design Thinking, do potencial da Inteligência Artificial generativa para a conceção de projetos inovadores em temas de interesse aos jovens estudantes e relacionados com a UniCV. A sessão com os docentes, colaboradores institucionais e investigadores da UniCv promoveu uma reflexão aprofundada sobre o impacto da Inteligência Artificial no ensino superior e na investigação científica, abordando oportunidades, desafios éticos, questões de regulação no enquandramento da União Europeia e novas possibilidades de cooperação académica, no âmbito da valorização digital da língua cabo-verdiana.
Considero que esta mobilidade reforçou de forma clara os laços académicos entre as instituições e abriu novas possibilidades de colaboração futura, particularmente entre o Iscte e o seu centro de investigação ISTAR_Iscte, e a UniCV e o respetivo Centro de Investigação em Humanidades.
Joana Portugal Pereira
Docente no Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa, na área da Engenharia do Ambiente, fez mobilidade na Universidade de Cabo Verde.
Os cinco dias que passei na Universidade de Cabo Verde, no âmbito do programa Erasmus+, foram uma experiência profissional e pessoalmente muito enriquecedora. Desde o primeiro momento, senti um acolhimento genuíno por parte do Professor Arlindo Fortes e da sua equipa, que me apresentou não só a instituição, mas também o seu trabalho de elevada qualidade científica em torno das práticas agrícolas sustentáveis e gestão de recursos hídricos.
Apresentar o trabalho do nosso grupo de investigação a um público novo (colegas docentes, alunos e representantes do Ministério da Agricultura de Cabo Verde) e ouvir as suas perspetivas recordou-me como a investigação científica ganha outra dimensão quando é partilhada e confrontada com realidades distintas da nossa. Saio desta experiência com a convicção, sem qualquer sombra de dúvida, de que os cientistas são também diplomatas de excelência, e de que a ciência não tem fronteiras. Apesar das diferenças entre Portugal e Cabo Verde, confirmei que enfrentamos desafios comuns face às alterações climáticas, e que, sem conhecimento científico, formação e profissionais qualificados ao nível universitário, não será possível caminhar para um futuro de baixo carbono. A visita técnica do quarto dia foi, para mim, um dos momentos mais marcantes da semana: ver no terreno como as políticas climáticas se traduzem em soluções concretas tornou tangível muito do que discutimos em sala.
As reuniões dedicadas ao financiamento climático, à luz do Artigo 9.º do Acordo de Paris e dos contributos do IPCC, abriram caminho a um diálogo muito concreto sobre como apoiar a operacionalização da NDC de Cabo Verde. Termino esta mobilidade com a convicção de que esta foi apenas a primeira etapa de uma colaboração que espero ver crescer, através de projetos conjuntos e de novas oportunidades de mobilidade entre as nossas instituições.
Recomendo vivamente esta experiência a colegas que procurem aliar cooperação institucional, investigação aplicada e um contacto humano genuíno com uma comunidade académica empenhada e acolhedora.
Alzira Garcês
Docente de Biologia na Universidade de São Tomé e Príncipe, em mobilidade na Universidade de Aveiro, Portugal.
Todas as aulas foram muito interativas, a dinâmica que adotei foi no sentido que os alunos participassem. Eu fazia algumas perguntas e escolhia alunos para responder e assim todos estavam sempre atentos e muito entusiasmados. No final de cada aula batiam palmas em sinal de agradecimento e havia sempre alunos interessados no tema e no estágio em São Tomé. Os Professores das disciplinas que estavam presentes gostaram e todos agradeceram a apresentação. Fiz partilha das apresentações para os professores, alguns informaram que os temas irão estar na próxima prova.
Gostei da experiência porque foi uma oportunidade de dar aulas em uma Universidade Europeia e também para alunos de nível de Mestrado. Ajudou bastante na comunicação e na elaboração de conteúdo usando ferramentas dentro do PowerPoint anteriormente pouco explorados por mim. Os slides elaborados e apresentados foram muito ilustrativos o que ajudou bastante na dinâmica da aula.
Nujoma Agostinho Sancho Quaresma
Docente da Universidade de São Tomé e Príncipe, na área da Engenharia Informática, fez mobilidade no Instituto Politécnico de Beja.
Tive uma boa experiência nessa visita de trabalho com a excelente equipa do Gabinete de Relações Internacionais, onde pudemos partilhar algumas experiências e obter apoio nos trabalhos desenvolvidos durante a semana, constantes do programa de mobilidade.
A recepção pela Presidente do IPBeja foi óptima, com um jantar e uma exposição de fotografias dos docentes do IPBeja numa mobilidade que fizeram a São Tomé na presidência no instituto. Reuni com o Prof. Luís Bruno e discutimos assuntos relacionados com a produção de trabalho científico e a preparação para apoio na construção de um plano curricular de mestrado em sistemas de informação e infraestruturas de redes para a Universidade de São Tomé e Príncipe, muito semelhante aos objectivos do mestrado em funcionamento no IPBeja,
Visitei, entre as 4 instituições que compõem o IPBeja, Escola Superior a nova residência universitária, Residência Europa, com mais de 50 camas, muito inovadora e que bastante me impressionou pela arquitectura, atenção à inclusão, entre outros aspectos de gestão de energia. Ainda houve tempo para visita à cidade, ao museu, castelo, restaurante onde saboreei pratos típicos da região.
Foi uma experiência muito profícua, inesquecível e que se abram portas para novos desafios conjuntos entre as nossas instituições.





